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SOMITI ressalta desafios no acesso à UTI em reportagem do Jornal da AMMG
21 de julho de 2026

SOMITI ressalta desafios no acesso à UTI em reportagem do Jornal da AMMG

A SOMITI – Sociedade Mineira de Terapia Intensiva participou da reportagem “Acesso à UTI não é igualitário”, publicada no Jornal da AMMG, com contribuições do seu presidente, Dr. Leandro Carvalho. A matéria integra a edição de junho/julho da publicação, que traz como reportagem de capa o tema “Medicina de hoje, passado e futuro: o que esperar”.

O conteúdo destaca um cenário relevante para a saúde brasileira: embora o país tenha ampliado de forma expressiva sua estrutura de terapia intensiva na última década, o acesso aos leitos de UTI ainda permanece desigual entre os sistemas público e privado.

Segundo os dados apresentados, entre 2016 e 2025, o Brasil passou de aproximadamente 28 mil para mais de 47 mil leitos de UTI adulta, considerando as redes pública e privada. Esse crescimento representa um aumento de cerca de 67% no período, impulsionado especialmente pela pandemia de Covid-19 e mantido nos anos seguintes.

Com isso, o país chegou ao índice de 22,3 leitos de UTI por 100 mil habitantes, número superior à média global estimada, de 8,7, e acima de parâmetros internacionais frequentemente utilizados como referência. No entanto, a média nacional esconde diferenças importantes de acesso, distribuição regional e capacidade assistencial.

Um dos pontos centrais da reportagem é a desigualdade entre quem depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) e quem conta com a saúde suplementar. De acordo com o material, pessoas com plano de saúde podem ter até cinco vezes mais chances de conseguir um leito de UTI em comparação a pacientes que dependem apenas do sistema público, variação que pode ser ainda mais acentuada conforme o estado ou a região.

Para o presidente da SOMITI, Dr. Leandro Carvalho, que também atua como Diretor Secretário-Geral da AMIB e Presidente do Comitê de Cursos Fundamentals da SCCM, a discussão precisa ir além da quantidade de leitos disponíveis. Segundo ele, é necessário avançar em padrões de qualidade, formação profissional, gestão de dados e uso inteligente da tecnologia.

É preciso normas que exijam padrões rigorosos de qualidade e de formação”, destaca o Dr. Leandro Carvalho na reportagem.

A análise reforça que a infraestrutura física, isoladamente, não é suficiente para garantir uma assistência intensiva segura e resolutiva. Uma UTI exige equipe multidisciplinar qualificada, com médicos intensivistas, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, farmacêuticos, odontólogos hospitalares e demais profissionais treinados para o cuidado de pacientes críticos.

Outro ponto ressaltado por Dr. Leandro Carvalho é a necessidade de superar a prática de alocar profissionais recém-formados ou sem especialização em plantões de terapia intensiva. Para a SOMITI, a qualificação das equipes é um fator essencial para reduzir riscos, melhorar desfechos clínicos e fortalecer a segurança do paciente.

A reportagem também aborda o papel da Inteligência Artificial e da gestão de dados na organização do sistema de saúde. Essas ferramentas podem contribuir para prever demandas regionais, otimizar a distribuição de recursos, orientar decisões clínicas e reduzir desperdícios. Na visão da liderança médica, a tecnologia deve ser usada como aliada para tornar o cuidado intensivo mais integrado, eficiente e equitativo.

A participação da SOMITI no Jornal da AMMG reforça o compromisso da sociedade com o desenvolvimento da terapia intensiva em Minas Gerais e no Brasil. Ao contribuir para o debate público sobre o tema, a entidade destaca que o futuro da UTI depende de uma combinação entre governança clínica, educação continuada, profissionais titulados, integração da rede assistencial e uso estratégico de dados.

Mais do que ampliar o número de leitos, o desafio atual é garantir que o acesso à terapia intensiva seja pautado pela qualidade, pela segurança e pela equidade — independentemente da localização geográfica do paciente ou do tipo de cobertura de saúde disponível.

Clique aqui e leia a matéria completa 

 

Acesso Desigual a UTI’s no Brasil – Dados Completos

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