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 12 de Maio – Dia Internacional do Enfermeiro
11 de maio de 2018

Em 12 de maio é celebrado o ‘Dia Internacional do Enfermeiro’, data que presta homenagem aos profissionais que se especializaram na arte de trabalhar para salvar vidas. Eles protegem, previnem, reabilitam e restabelecem a saúde, percebem as necessidades do outro, cuidam, escutam acalentam e acompanham seus pacientes.

Na Sociedade Mineira de Terapia Intensiva (Somiti) eles são muitos, motivo de orgulho para a entidade que busca o aprimoramento constante dos profissionais, visando uma melhor assistência. A enfermeira Talline Hang Costa sabe bem como é atuar no dia a dia e também como docente. Ela afirma que “a enfermagem está voltada para o cuidado baseado em evidências e para as necessidades biopsicossociais dos pacientes atendidos na totalidade. Um diferencial é a condição de colocar-se no lugar como alguém que precisa voltar para casa bem e seguir sua vida, com qualidade e esperança. A vida é a razão e meu trabalho carrega essa marca”.

A Somiti reforça, por meio do seu presidente, Hugo Urbano, que a importância do profissional de enfermagem para o setor de saúde deve ser reconhecida e que suas contribuições junto à entidade são inúmeras, permitindo o desenvolvimento de ações que proporcionam o bem de toda a equipe multiprofissional e comunidade. 

A enfermeira Alessandra Júlia Santos Silva, que há 12 anos vivencia a rotina de um hospital, conta que exercer a enfermagem, seja na assistência direta ou indireta ao paciente, e até mesmo na carreira acadêmica, é um verdadeiro e gratificante desafio. Atualmente ela ministra treinamentos na Somiti e trabalha no atendimento pré-hospitalar, nas obras de reparo de municípios em localidades atingidas pelo rompimento da Barragem de Fundão, da Samarco Mineração. “Encontramos dificuldades, obstáculos que são acentuados pelo fato de que o produto de nosso trabalho ‘vive’, isto mesmo, temos uma vida em nossas mãos que depende inteiramente da nossa responsabilidade, ética e respeito, que são os pilares para promoção da saúde, bem como para o seu restabelecimento”, ressalta Silva. Ela explica que as dificuldades estão ligadas à baixa valorização salarial, outras vezes à falta de recursos materiais in loco, bem como desvalorização da equipe técnica operacional que, segundo ela, acaba refletindo negativamente na qualidade da assistência ao paciente. “Meu sonho é que todos os profissionais sejam valorizados em todos os sentidos”. Para ela, ser enfermeira é ter sabedoria para lidar com todas as situações adversas que envolvem o cuidado ao ser humano, sejam elas de origem material, social ou emocional. “É ter a certeza de que todo e qualquer esforço terá um significado para o paciente e para a família, que dependem inteiramente do nosso cuidado e de toda a equipe multiprofissional”.

 

 No mundo

Este ano, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), em evento realizado dia 10 de maio, em Washington, propagou que a universalização do acesso à Saúde exige uma atuação ativa e ampliada dos enfermeiros na atenção básica. Na oportunidade, lançou a publicação ‘Ampliação do papel dos enfermeiros na atenção primária à saúde’. Saiba mais.

 

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