E-book da Somiti traz novas diretrizes

15/01/2019

A Sociedade Mineira de Terapia Intensiva (Somiti) disponibiliza E-book sobre as novas ‘Diretrizes de Prática Clínica para a Prevenção e Tratamento da Dor, Agitação/Sedação, Delirium, Imobilidade e Interrupção do Sono em Pacientes Adultos na UTI’.

A tradução oficial do artigo, feita pela Somiti e aprovada pela Society of Critical Care Medicine, contribui para a promoção de avanços na prática clínica relacionada à avaliação, prevenção e tratamento dos pacientes adultos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Segundo o intensivista, Leandro Braz de Carvalho, responsável pela tradução e coordenador do curso Fundamental Critical Care Support (FCCS), da Somiti, a novidade é a inclusão dos temas imobilização e sono. “Em 2013 houve uma mudança de paradigmas, responsável por uma alteração das diretrizes com foco no manejo da dor, agitação e delirium (PAD). Em 2018, com a participação de 70 profissionais e o estudo de mais de 500 artigos, no período de quase dois anos, foram incluídos os itens imobilização e sono (PADIS).”

Carvalho ressalta que mais pessoas estão sobrevivendo às doenças críticas e, portanto, tornando mais perceptível a ‘Síndrome Pós-UTI’. “De forma não isolada, imobilização e sono impactam na mudança do ambiente na UTI e nos desfechos diversos, incluindo a mortalidade. As diretrizes visam uma atuação mais efetiva, para melhores condições futuras desses indivíduos.”

Os autores afirmam que o estudo, incluindo todo o conhecimento coletado e sua prática, “fornecerá apoio tangível aos clínicos, interessados e tomadores de decisão na implementação de qualidade em dor, agitação, delírio, mobilidade precoce e sono, além de promover a aplicação daquilo que entendemos ser útil na prestação de cuidados excelentes”, o que torna a leitura desse artigo indispensável.

Humanização

O presidente da Somiti, o intensivista Hugo Urbano, que participou da revisão do material, complementa que a implementação de algumas das recomendações, no entanto, depende da disponibilidade de estrutura, pessoal adequada e recursos para a realização de algumas intervenções, como as que envolvem a participação de familiares.

Urbano cita estudos multicêntricos com implantação do pacote ABCDEF que insere a família, a exemplo do tempo de visita aos pacientes, apresentando, de forma conjunta, desfechos favoraveis: mortalidade mais baixa, menos dias de ventilação mecânica, menor número de dias em estado de coma, reduzida ocorrência de delírio, uma menor utilização de dispositivos de retenção, menos readmissões a centros de suporte elevados. Já o artigo, traz o tema em vários momentos como nas citações abaixo:

“O papel de um membro da família no fornecimento de algumas intervenções (por exemplo, relaxamento, massagem e música) poderia ser explorado”; “O efeito que os padrões de pessoal de enfermagem, a educação da equipe e a participação do paciente / família têm sobre a incidência de uso de contenção física na UTI também ainda não foi determinado.”

Para o presidente da Somiti, é sabido que a disponibilidade entre familiares é variável por inúmeros motivos e que a humanização dos cuidados intensivos vem ocorrendo em alguns países e instituições de forma mais efetiva, como na Espanha, e em outros locais de forma mais lenta, mas é um caminho a ser seguido. “O modelo adequado deve manter o foco nas pessoas, o que inclui pacientes, familiares e profissionais em toda a esfera multi da atuação em medicina intensiva”, conclui.

 

Leia o artigo oficial: Diretrizes de Prática Clínica para a Prevenção e Tratamento da Dor, Agitação/Sedação, Delirium, Imobilidade e Interrupção do Sono em Pacientes Adultos na UTI

 

Conheça o FUNDAMENTAL CRITICAL CARE SUPPORT (FCCS) da Somiti

 

Quer participar da Somiti? Fale conosco

 

Saiba mais sobre humanização em medicina intensiva