Sepse marca debate com especialistas

Reunião Multidisciplinar – Sepse

Data: 15 de setembro, sábado

Horário: 8h30 às 12h30

Local: Teatro Oromar Moreira (Avenida João Pinheiro, 161, Centro, BH.)

Programação e inscrições

Público alvo: Médicos, estudantes de medicina e profissionais da área da saúde.

 

A sepse é um conjunto de manifestações graves produzidas por uma infecção que pode estar localizada em apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta inflamatória numa tentativa de combater o agente da infecção. Ela pode vir a comprometer o funcionamento de vários dos órgãos do paciente. Para debater um problema que afeta a cerca de 30% do atendimento nas emergências e da ocupação dos leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), a diretoria científica da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), realiza a Reunião Multidisciplinar sobre Sepse: desafios na detecção precoce e qualidade do cuidado, dia 15 de setembro, de 8h30 as 12h30, na sede da entidade. Como líder do encontro, a Associação Brasileira de Medicina de Emergência – Regional Minas Gerais. (Abramede MG).  A Sociedade Mineira de Terapia Intensiva (Somiti) integra a iniciativa. Participaram também a Sociedade de Anestesiologia de Minas Gerais (Samg), Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – Regional Minas Gerais (Sbot MG), Sociedade Mineira de Infectologia (SMI),  Sociedade dos Acadêmicos de Medicina de Minas Gerais (Sammg) e Sociedade Mineira de Pediatria (SMP).

O evento marca também o Dia Mundial da Sepse, celebrado dia 13 de setembro, criado para alertar sobre a grande ameaça de uma síndrome que mata uma pessoa a cada segundo no mundo, cerca de 15 a 17 milhões de casos registrados por ano, segundo o Instituto Latino Americano de Sepse (Ilas). Atualmente, a sepse é a primeira causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e uma das principais de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer. No Brasil chega a 65% dos casos, sendo maior do que países como a Índia e Argentina, enquanto a média mundial está em torno de 30-40%, segundo um levantamento feito pelo estudo Progress.

De acordo com a vice-presidente da Abramede-MG, Maria Aparecida Braga, a doença é a maior geradora de custos nos setores público e privado, não apenas durante a internação mas também pelas seqüelas determinadas nos sobreviventes. “Isso é devido a necessidade de utilizar recursos de alto custo como equipamentos e medicamentos, além de exigir muito trabalho da equipe multiprofissional. O aumento da incidência é progressivo, chegando atualmente acerca de 700 mil casos no Brasil e o desconhecimento da população sobre os primeiros sintomas e o reconhecimento precoce da síndrome pelas equipes de saúde e, consequente atraso no tratamento, são entraves a serem vencidos.”

A sepse não é um problema apenas de pacientes já internados em hospitais. A maioria dos casos é de pessoas atendidas nos serviços de emergência. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado na primeira hora têm clara implicação no prognóstico e na sobrevida dos indivíduos.

O grupo de maior risco para o desenvolvimento da sepse é formado por crianças prematuras e abaixo de um ano e idosos acima de 65 anos; portadores de câncer; pacientes com Aids ou que fazem uso de quimioterapia ou outros medicamentos que afetam as defesas do organismo contra infecções; pessoas com doenças crônicas como insuficiências cardíaca e renal e diabetes; usuários de álcool e drogas; e pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, cateteres e sondas. Braga reforça que qualquer pessoa pode ter sepse.

Fonte: Associação Médica de Minas Gerais