Palavra do Presidente

Assumimos a diretoria da Somiti para o biênio 2016/2017 com o compromisso de manter e aprimorar o trabalho realizado ao longo dos anos pelas diretorias anteriores. De maneira integrada, valorizamos acima de tudo a ética e o desempenho multiprofissional, com a presença de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, odontólogos e psicólogos, que atuam de forma exemplar em nossa Sociedade.

Contamos, hoje, com uma equipe que não mede esforços para levar aos sócios da Somiti e à população informação e conhecimento, em consonância com a missão de promover a capacitação para o atendimento seguro na terapia intensiva, urgência e emergência. Manteremos a excelência que nos permitiu sermos reconhecidos pela American Heart Association como Centro de Treinamento altamente qualificado, responsável pela capacitação de mais de dois mil e quinhentos alunos, anualmente, nos rendendo o selo prata destinado, apenas, a quatro instituições brasileiras.

Vamos estabelecer novas parcerias e estender nossa presença em toda extensão de Minas Gerais, com a realização de cursos e eventos, como as Jornadas de Integração Somiti que, em 2016, acontecem em Juiz de Fora, Muriaé, Pouso Alegre, Uberlândia, Governador Valadares e Montes Claros. Ampliaremos o espaço junto aos acadêmicos e residentes, além de buscar a valorização profissional, produção e aplicação das evidências científicas. Contamos com o apoio e a participação de todos. Temos muito trabalho pela frente!

 Hugo Andrade Urbano

 Presidente da Sociedade Mineira de Terapia Intensiva

 

 

 

Colegas intensivistas,

Nosso Congresso chegou ao fim com muitos elogios! Tivemos um total de 915 inscritos, que consideramos um número expressivo para um Congresso Regional e em tempos de crise econômica. Fizemos todos um evento científico para as equipes de terapia intensiva com novidades e discussão de hot topics em todas as áreas.

Fomos abrilhantados com muitas novidades, temas excitantes e o público participando em todas as salas até o final da tarde. Foi muito gratificante ver a sala da Odontologia, que ainda não tem reconhecimento merecido no ambiente da terapia intensiva, cercada de profissionais atentos. A Sala da Fonoaudiologia lotada e o sucesso das salas da Fisioterapia, da Psicologia e o II Congresso Mineiro de Nutrição em Terapia Intensiva.

Na Pediatria tivemos grandes mesas, que proporcionaram a troca de experiências em temas polêmicos como a terminalidade, dentre outros. O debate com os palestristas estrangeiros foi muito produtivo. O Neurointensivismo esteve em alta em nosso Congresso Mineiro e outros temas completaram as discussões. O uso da cânula de alto fluxo em terapia intensiva pediátrica gerou belíssimas discussões, assim como sedação e analgesia e a vida após a sepse.

Os cursos pré-Congresso foram fantásticos! Os pediatras tiveram a oportunidade de fazer o curso de Ultrassom para Intensivistas (USPI) e o de Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal (TINP).

Não posso deixar de destacar a oportunidade de discutir o modelo de trabalho e remuneração em terapia intensiva fora do Brasil, muito diferente do nosso modelo. Equipes menores trabalhando com contrato em um único Hospital, com uma divisão de trabalho muito peculiar que valeria a pena conhecermos. Vocês não acham que já está passando da hora de pensarmos um novo modelo de trabalho e de remuneração?

 Outro dia, ouvi de uma colega intensivista a quem muito admiro o questionamento sobre como será a vida do intensivista de “cabelos brancos”. O intensivista de “cabelos brancos” é aquele sujeito que montou a Unidade de Terapia Intensiva, aglutinou pessoas em torno dela, se dedicou para que a assistência fosse adequada aos pacientes, lutou para trazer novidades científicas para a unidade, formou pessoas e após 20 anos é dispensado ou preterido. Será sempre assim? Até hoje, não temos definido de quem é a responsabilidade de remunerar o coordenador da unidade. Precisamos acordar e fazer uma revolução na nossa forma de trabalhar.Convoco a todos para pensarmos nesse novo modelo.

Para encerrar não poderia deixar de agradecer a todos que contribuíram para o sucesso do XIV Congresso Mineiro de Medicina Intensiva. A Somiti, os palestrantes, os colegas que saíram de suas cidades para participar das mesas, os patrocinadores e, principalmente, vocês que nos prestigiaram comparecendo aos cursos e palestras. A Somiti existe por causa de vocês!

Grande abraço,

Fátima Guedes

Presidente da Sociedade Mineira de Terapia Intensiva





O respeito ao desejo do paciente


O Código de Ética Médica é o documento que contém as regras e os princípios que regem o exercício da profissão, visando otimizar a relação entre médicos e pacientes. Desde 13 de abril de 2010, está em vigor sua versão atualizada – revisado mais de 20 anos após a vigência do anterior. Dentre suas atualizações, destaca-se o inciso XXII, no Capítulo de Princípios Fundamentais, que reconhece os limites da medicina na manutenção da vida, orientando os profissionais para que, na irreversibilidade do quadro, proporcionem aos enfermos cuidados paliativos e conforto.

 Também no parágrafo único do artigo 41 o Código de Ética estabelece que “nos casos de doença incurável e terminal, deve o médico oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis sem empreender ações diagnósticas ou terapêuticas inúteis ou obstinadas, levando sempre em consideração a vontade expressa do paciente ou, na sua impossibilidade, a de seu representante legal”.

O objetivo do Conselho Federal de Medicina (CFM) foi estimular as discussões sobre a suspensão de tratamentos invasisvos e inúteis em situações clínicas terminais, respeitada, claro, a vontade do paciente (com idade igual ou maior a 18 anos ou emancipado judicialmente) ou de seu representante legal – ortotanásia. A medicina já via a necessidade de se respeitar a vontade do paciente em casos de terminalidade, significando um grande avanço em benefício da sua dignidade. E em setembro deste ano, o CFM lançou a Resolução 1995/2012, estabelecendo os critérios para que qualquer pessoa - desde que maior de idade ou emancipada e plenamente consciente – possa definir junto ao seu médico quais os limites de terapêuticos na fase terminal da vida.

 A Somiti celebra a chamada “diretiva antecipada de vontade” ou “testamento vital”, que permitirá uma aproximação do médico e sua equipe com o enfermo, esclarecendo quais procedimentos são dispensáveis ao seu tratamento e permitindo ao paciente em fase terminal uma morte diga.

 Rogério de Castro Pereira

Presidente da Sociedade Mineira de Terapia Intensiva (2009/2010)